A aposentada Josefa Simões chegou ao cemitério às 16h para se despedir do ídolo. “Reginaldo foi o motivo do meu primeiro e único amor, que conheci dançando as músicas dele. Foi um pedaço de mim que se foi”, lembrou, lamentando não ter conseguido acompanhar a missa na capela. A cerimônia foi fechada a parentes e amigos mais próximos do artista.
A doméstica Isabel Francisca reuniu toda a família para se despedir do “Rei do Brega”. “Fomos ontem à noite [sexta] à Alepe [Assembleia Legislativa, local do velório] e hoje [sábado] viemos direto para cá, homenageá-lo. Eu o amo, ele era muito romântico e colocava nós, mulheres, lá em cima", comentou.
Alguns fãs vieram de outras cidades para dizer adeus ao artista. O fisioterapeuta Dawson da Silva saiu de Campina Grande (PB) com a sobrinha Lívia Oliveira para acompanhar o sepultamento. “Acredito que todo mundo gosta de Reginaldo Rossi, ele tinha uma forma ímpar de cantar e de encantar as mais diferentes gerações. Era um jeito singular, todo dele", afirmou.
O velório de Rossi foi realizado na Assembleia Legislativa de Pernambuco, no Centro do Recife. O caixão com o corpo dele foi levado em cortejo até o cemitério em uma viatura do Corpo de Bombeiros na tarde deste sábado (21). A caminhada atraiu admiradores e fãs, que fizeram homenagens durante todo o trajeto.
Falência múltipla
Rossi morreu na manhã desta sexta-feira, no Recife, de falência múltipla de órgãos, decorrente das complicações de um câncer no pulmão direito.
De acordo com Pinho, Reginaldo estava sedado, cercado de cuidados devido a essa piora no quadro clínico. “Mesmo com a hemodiálise sendo realizada, os rins dele não vinham respondendo. Ele estava anúrico, ou seja, sem urinar nada. Todos os órgãos têm que participar em harmonia para haver sucesso do tratamento”, afirmou.
Via Cidade News Itaú
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