"'Amai-vos
uns aos outros, como vos amei', está escrito na Bíblia. Eles (os
agressores) acham que são deus, que o deus deles é melhor que o nosso.
Cada um tem sua religião, independente de ser budista, cristão,
católico, candomblecista, judeu. Cada um tem que respeitar a religião do
próximo. Não somos deus para julgar", diz a autônoma.
A
família de Iara voltava para casa, quando passou a ser insultada. Uma
pedra foi arremessada pelo grupo, bateu em um poste e atingiu a jovem.
Após a agressão, no entanto, sua sobrinha já manifestou o medo de voltar
a usar roupas daquela cor. "Não quer mais vestir roupa branca, ela está
traumatizada. Vamos procurar apoio psicológico, ela tem só 11 anos",
revela. Na internet, eles fazem uma campanha intitulada "Eu visto
branco. Branco da paz. Sou do candomblé. E você".
O caso
foi registrado como lesão corporal e no artigo 20, da Lei 7716
(praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça,
cor, etnia, religião ou procedência nacional) na 38º DP (Irajá).
De
acordo com a unidade policial, parentes prestaram depoimento. A menor de
11 anos foi ouvida e encaminhada a exame de corpo de delito. Os agentes
realizam diligências para localizar imagens e testemunhas que possam
auxiliar na identificação da autoria do crime.
Fonte: G1 via Cidade News
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